A EXPLOSÃO DA VIDA
Os únicos habitantes do planeta, ao longo de 3,5 bilhões de anos, foram algas, bactérias e outros seres invisíveis a olho nu, feitos de uma célula só (unicelulares), o que significa que durante quase 90% da história da vida sobre a Terra a natureza fez pouquíssimas mudanças nos organismos que existiam. Mas a explosão da vida aconteceu há 543 milhões de anos, no período Cambriano, durante um surto de criatividade evolutiva que inventou, nos mares, os precursores de todos os animais que existem hoje e muitos outros que desapareceram sem deixarem descendentes.
CARNAVAL 2007 - A EXPLOSÃO DA VIDA
CARNAVAL 2006 - O REI DO CONGO
O REI DO CONGO
No Brasil, os africanos foram forçados a abandonar suas práticas religiosas e adotar a religião católica. Separados dos brancos, criaram as Irmandades dos Homens pretos, com devoção a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Em suas festas em homenagem a esses Santos, tentaram reviver a cultura e estruturas políticas de seus reinos da África. Assim o “Rei do Congo” passou a ser, aqui, a figura central da maioria dos cortejos religiosos.
CARNAVAL 2005 - HISTÓRIA DA ROSA
História da Rosa
AS ROSAS HÍBRIDAS:
“Arbustos perenes de crescimento ereto, espinhentos, ramificados, com maior número de flores por hastes individuais. Cultivada como planta isolada ou em conjuntos, em canteiros de terra fértil, permeável e irrigada a intervalos. Desenvolve-se melhor e floresce mais intensamente em climas de temperatura amena.” – definição técnica para Rosa.
As rosas já eram conhecidas na antiga Pérsia aproximadamente 35 milhões de anos atrás. De lá foram levadas para Babilônia, Grécia, Itália e para o resto do mundo e, ainda que tenham antecedido o homem na face da Terra, nenhuma outra flor foi tão modificada por ele. São conhecidas hoje mais de oito mil variedades de rosas híbridas, obtidas pelo cruzamento de cepas diferentes e uma das pioneiras destas técnicas parece ter sido Josefina, mulher de Napoleão Bonaparte. Trabalhou com 250 variedades européias para criar rosas notáveis pela beleza.
Através de vários cruzamentos surgiram as variedades atualmente cultivadas, bem diferentes das originais, que possuem apenas cinco pétalas.
Em geral, para criar uma nova rosa híbrida, é preciso um período de oito a dez anos. Em uma grande estufa é possível obter-se 10 mil cruzamentos por ano e cerca de 100 mil indivíduos da nova planta. Porém, somente algumas podem ser selecionadas para testes posteriores. Quando finalmente uma variedade se desenvolve, a planta pode ser produzida comercialmente. O floricultor é considerado, portanto, um inventor, por isso lhe é permitido patentear cada nova espécie de flor. Esse processo requer muita paciência, trato, observações, cuidados especiais, pesquisas, experiências e acompanhamento no seu desenvolvimento.
São muitos os formatos, as cores e os tamanhos de rosas híbridas obtidos desde que os cruzamentos têm sido feitos, no entanto, uma cor em especial tem sido objeto de pesquisa de diversos cientistas que, há muito tempo buscam, com sua criação, se beneficiar dos lucros e ganhos resultantes de sua descoberta. As rosas azuis, por muito tempo, foram almejadas sem que houvesse qualquer resultado e, por vezes, foram consideradas impossíveis de serem geradas, mas recentemente uma empresa de bebidas japonesas chamada Suntory Ltd. em conjunto com outra empresa chamada Florigene Ltd., criada há pouco tempo para pesquisar e comercializar novas espécies, conseguiram, através de seus conhecimentos ligados a biotecnologia, criar a primeira Rosa Azul.
Esta flor é o resultado de um projeto que teve início em 1990 em que os investigadores retiraram genes responsáveis pela pigmentação azul de outras plantas, como as petúnias, inserindo-as de seguida em rosas. Este é o resultado das maravilhas que a manipulação genética pode fazer.
CARNAVAL 2004 - RAMOS DE AZEVEDO
Em 1895, Francisco de Paula Ramos de Azevedo assume o comando da construção do Liceu. Angaria cem contos de réis, verba aprovada pela Assembléia Legislativa, e com ela ganha uma área do Parque da Luz.
O edifício da Pinacoteca foi construído de 1897 a 1900. O propósito original era ser a sede do Liceu de Artes e Ofícios, uma idéia de Leôncio de Carvalho. Em 1901, o edifício em estilo neo-renascentista italiano passou a abrigar também a Pinacoteca do Estado. Em 1905, é inaugurada como sendo o primeiro museu de arte de toda a cidade de São Paulo.
O museu começa a funcionar de fato em 1911 com a Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes durante um mês. Entre suas primeiras doações à Pinacoteca em novembro de 1911, estão criações de Pedro Alexandrino, José Ferraz de Almeida Jr. e Benedito Calixto. Peças que até hoje permanecem sendo expostas como parte do acervo da Pinacoteca.
"Caipira Picando Fumo", de Almeida Jr., uma das primeiras aquisições do museu.
Entre os diretores mais importantes da instituição, estão Luiz Scattolini (1928-1932), Delmiro Gonçalves (que no fim dos anos 60 começa a implantar reformas), Walter Ney (1971) e Fábio Magalhães (1979) –-e até uma passagem de quatro meses de Tarsila do Amaral como uma espécie de “conservadora” do museu.
O prédio ficou sendo de propriedade do Liceu até 1921. Em 1930, a Pinacoteca quase chegou a desaparecer, indo para a Rua 11 de Agosto, antiga sede do “Diário Oficial”. O motivo era o Exército que havia interditado o museu para usar suas instalações como quartel-general durante dois meses. Dois anos depois, a Pinacoteca é novamente ocupada, desta vez, pelos revolucionários de 1932. Em 25 de fevereiro de 1947, volta para a Luz com reabertura solene feita pelo interventor José Carlos de Macedo Soares.
Em 1989, a Faculdade de Belas Artes foi transferida para o Morumbi, desocupando todo o terceiro andar e deixando o prédio apenas para as obras de arte da Pinacoteca.
A partir de 1993 até fevereiro de 1998, foi feita a reforma na Pinacoteca, com gastos de aproximadamente R$ 10 milhões, segundo dados oficiais. O projeto da reforma é de autoria de Paulo Mendes da Rocha, com o qual ganhou o prêmio Mies van der Rohe de arquitetura em junho de 2000.
O diretor, Emanoel Araújo, escultor baiano, assumiu a Pinacoteca em 1992. Seu projeto era reascender a atenção voltada para o Centro. Por isso, durante a reforma do prédio, mudou a entrada –a princípio virada para a Avenida Tiradentes—, para ter sua face voltada para a Estação Ferroviária Sorocabana, também chamada de Estação da Luz.
A Carreira de Ramos em São Paulo
Relação de obras que tiveram a participação profissional de Ramos de Azevedo na cidade de São Paulo:
- Edifício do Tesouro Nacional - 1891
(juntamente com Maximiliano Hehl)
- Palácio do Governo - 1891
- Quartel da Luz (Batalhão Tobias de Aguiar) - 1892
- Escola Normal - 1894
(possivelmente em autoria conjunta com Paula Souza)
- Asilo de Alienados do Juqueri - 1895
- Escola Modelo da Luz (Escola Prudente de Moraes) - 1895
- Secretaria de Polícia - 1896
- Tesouraria da Fazenda - 1896
(juntamente com Alfredo Maia)
- Secretaria da Agricultura - 1896
- Grupo Escolar do Brás - 1898
- Laboratórios Gerais da Escola Politécnica - 1898
- Edifício do Liceu de Artes e Ofícios (Pinacoteca do Estado) - 1900
(juntamente com Domiziano Rossi)
- O portal e o necrotério do Cemitério da Consolação (projeto de 1902)
O escritório Ramos de Azevedo/Severo & Villares
Em 1907 Ramos deixou de atuar como profissional liberal e abriu um escritório com um vasto contingente de funcionários que se destacaram no cenário arquitetônico do início do século XX, como por exemplo: Jorge Krug, Victor Dubugras, Domiziano Rossi (que era praticamente o autor de todos os projetos da firma), Felisberto Ranzini, etc. A partir daí Ramos não foi mais autor exclusivo dos projetos, mas sim o coordenador de uma equipe que criava, desenhava e construía obras.
- Teatro Municipal de São Paulo - 1911
(Projeto de Cláudio Rossi, projeto de detalhamento de Domiziano Rossi,
construção de Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi)
- Segunda Estação da Estrada de Ferro Sorocabana - 1914
(Juntamente com Christiano das Neves)
- Palácio das Indústrias (Prefeitura Municipal de São Paulo) - 1917
(Projeto de Domiziano Rossi)
- Grupo Escolar Rodrigues Alves - 1917
(juntamente com Alfredo Borioni)
- Palácio da Justiça - 1922
(juntamente com Domiziano Rossi)
- Mercado Municipal de São Paulo - 1933
(juntamente com Alfredo Borioni e Felisberto Ranzini)
Residências:
Ramos de Azevedo foi o principal responsável pela introdução do novo modo de morar da elite burguesa que se estabelecia nas cidades. Muitas residências de importância foram projetadas por Ramos, como por exemplo:
- Casa das Rosas (1928)
- Residência Ramos de Azevedo (1891)
- Residência D. Olívia Guedes Penteado (1895)
- Residência Condessa de Parnaíba (1891)
- Residência Manoel Lopes de Oliveira (1891)
- Residência Alfredo Ellis (1891)
- Residência Nicolau Mores Barros (1911)
- Residência Alexandre Siciliano (1896)
e muitas outras...






