CARNAVAL 2004 - RAMOS DE AZEVEDO
Em 1895, Francisco de Paula Ramos de Azevedo assume o comando da construção do Liceu. Angaria cem contos de réis, verba aprovada pela Assembléia Legislativa, e com ela ganha uma área do Parque da Luz.
O edifício da Pinacoteca foi construído de 1897 a 1900. O propósito original era ser a sede do Liceu de Artes e Ofícios, uma idéia de Leôncio de Carvalho. Em 1901, o edifício em estilo neo-renascentista italiano passou a abrigar também a Pinacoteca do Estado. Em 1905, é inaugurada como sendo o primeiro museu de arte de toda a cidade de São Paulo.
O museu começa a funcionar de fato em 1911 com a Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes durante um mês. Entre suas primeiras doações à Pinacoteca em novembro de 1911, estão criações de Pedro Alexandrino, José Ferraz de Almeida Jr. e Benedito Calixto. Peças que até hoje permanecem sendo expostas como parte do acervo da Pinacoteca.
"Caipira Picando Fumo", de Almeida Jr., uma das primeiras aquisições do museu.
Entre os diretores mais importantes da instituição, estão Luiz Scattolini (1928-1932), Delmiro Gonçalves (que no fim dos anos 60 começa a implantar reformas), Walter Ney (1971) e Fábio Magalhães (1979) –-e até uma passagem de quatro meses de Tarsila do Amaral como uma espécie de “conservadora” do museu.
O prédio ficou sendo de propriedade do Liceu até 1921. Em 1930, a Pinacoteca quase chegou a desaparecer, indo para a Rua 11 de Agosto, antiga sede do “Diário Oficial”. O motivo era o Exército que havia interditado o museu para usar suas instalações como quartel-general durante dois meses. Dois anos depois, a Pinacoteca é novamente ocupada, desta vez, pelos revolucionários de 1932. Em 25 de fevereiro de 1947, volta para a Luz com reabertura solene feita pelo interventor José Carlos de Macedo Soares.
Em 1989, a Faculdade de Belas Artes foi transferida para o Morumbi, desocupando todo o terceiro andar e deixando o prédio apenas para as obras de arte da Pinacoteca.
A partir de 1993 até fevereiro de 1998, foi feita a reforma na Pinacoteca, com gastos de aproximadamente R$ 10 milhões, segundo dados oficiais. O projeto da reforma é de autoria de Paulo Mendes da Rocha, com o qual ganhou o prêmio Mies van der Rohe de arquitetura em junho de 2000.
O diretor, Emanoel Araújo, escultor baiano, assumiu a Pinacoteca em 1992. Seu projeto era reascender a atenção voltada para o Centro. Por isso, durante a reforma do prédio, mudou a entrada –a princípio virada para a Avenida Tiradentes—, para ter sua face voltada para a Estação Ferroviária Sorocabana, também chamada de Estação da Luz.
A Carreira de Ramos em São Paulo
Relação de obras que tiveram a participação profissional de Ramos de Azevedo na cidade de São Paulo:
- Edifício do Tesouro Nacional - 1891
(juntamente com Maximiliano Hehl)
- Palácio do Governo - 1891
- Quartel da Luz (Batalhão Tobias de Aguiar) - 1892
- Escola Normal - 1894
(possivelmente em autoria conjunta com Paula Souza)
- Asilo de Alienados do Juqueri - 1895
- Escola Modelo da Luz (Escola Prudente de Moraes) - 1895
- Secretaria de Polícia - 1896
- Tesouraria da Fazenda - 1896
(juntamente com Alfredo Maia)
- Secretaria da Agricultura - 1896
- Grupo Escolar do Brás - 1898
- Laboratórios Gerais da Escola Politécnica - 1898
- Edifício do Liceu de Artes e Ofícios (Pinacoteca do Estado) - 1900
(juntamente com Domiziano Rossi)
- O portal e o necrotério do Cemitério da Consolação (projeto de 1902)
O escritório Ramos de Azevedo/Severo & Villares
Em 1907 Ramos deixou de atuar como profissional liberal e abriu um escritório com um vasto contingente de funcionários que se destacaram no cenário arquitetônico do início do século XX, como por exemplo: Jorge Krug, Victor Dubugras, Domiziano Rossi (que era praticamente o autor de todos os projetos da firma), Felisberto Ranzini, etc. A partir daí Ramos não foi mais autor exclusivo dos projetos, mas sim o coordenador de uma equipe que criava, desenhava e construía obras.
- Teatro Municipal de São Paulo - 1911
(Projeto de Cláudio Rossi, projeto de detalhamento de Domiziano Rossi,
construção de Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi)
- Segunda Estação da Estrada de Ferro Sorocabana - 1914
(Juntamente com Christiano das Neves)
- Palácio das Indústrias (Prefeitura Municipal de São Paulo) - 1917
(Projeto de Domiziano Rossi)
- Grupo Escolar Rodrigues Alves - 1917
(juntamente com Alfredo Borioni)
- Palácio da Justiça - 1922
(juntamente com Domiziano Rossi)
- Mercado Municipal de São Paulo - 1933
(juntamente com Alfredo Borioni e Felisberto Ranzini)
Residências:
Ramos de Azevedo foi o principal responsável pela introdução do novo modo de morar da elite burguesa que se estabelecia nas cidades. Muitas residências de importância foram projetadas por Ramos, como por exemplo:
- Casa das Rosas (1928)
- Residência Ramos de Azevedo (1891)
- Residência D. Olívia Guedes Penteado (1895)
- Residência Condessa de Parnaíba (1891)
- Residência Manoel Lopes de Oliveira (1891)
- Residência Alfredo Ellis (1891)
- Residência Nicolau Mores Barros (1911)
- Residência Alexandre Siciliano (1896)
e muitas outras...
OS MANDATOS DO COMPONENTE
DURANTE O DESFILE, EVITE A TODO CUSTO:
- Atravessar de uma ala para outra,
- Desfilar com o chapéu nas mãos, caso ocorra algum problema segure-o na cabeça,
- Deixar buracos e sempre evoluir para frente, cobrindo os buracos que tiverem,
- Deixar de cantar o samba enredo,
- Portar máquinas fotográficas, garrafas, latas, copos e outros objetos,
- Ficar parado nas laterais da pista, trocando objetos com o público ou posando para câmaras de TV,
- Fazer gestos obscenos para as torcidas,
- Desfilar com qualquer adorno que contenha propaganda.
*EVITE COMETER QUALQUER UM DESTES ERROS, PARA NÃO PRECISAR SER RETIRADO DA AVENIDA E NÃO PODER DESFILAR.
CUIDADOS NECESSÁRIOS:
- Ajudar seu companheiro, amarrando seu costeiro, chapéu, etc..
- Verificar se todos estão com as fantasias completas, inclusive sapatilhas, etc..
- Se perceber algo de errado comunique discretamente seu diretor de ala ou harmonia,
- Sorria sempre, cante o samba e contagie as pessoas ao seu redor,
- Na entrada da avenida há uma faixa amarela, após cruzá-la está valendo a cronometragem e os jurados já estão de olho em você.
- No final também há uma faixa amarela, que após ultrapassada não poderá voltar,
- No dia do desfile, cuidado com a alimentação e bebidas alcoólicas.
*SIGA ESTES CUIDADOS, E TERÁ UM DESFILE TRANQUILO E DIVERTIDO JUNTO COM SEUS AMIGOS.
Se todos seguirem estas orientações com certeza não seremos penalizados, podendo assim sermos Campeões do CARNAVAL!
Fique sabendo que o astro principal de toda agremiação, É SEU PAVILHÃO, e você é um integrante deste elenco.
HISTÓRIA DA ALA CONFRATERNIDADE
A Ala Confraternidade nasceu em julho de 2000 com o intuito de ser uma ala para agrupar a colônia de Argentinos residentes no Brasil e que curtem o Carnaval. Foi feito um acordo com o Consulado Argentino em São Paulo, que não foi cumprido, pois o Consulado tinha interesse em outra escola.
Não obstante não desistimos. Por incentivo do nosso eterno Presidente Eduardo Basílio seguimos adiante e, no lugar de agruparmos a colônia Argentina, nos transformamos numa ala internacional, tanto para brasileiros como para os estrangeiros que vêm desfrutar o Carnaval de São Paulo, tão grandioso quanto o do Rio de Janeiro.
Depois de oito carnavais com as fantasias, “Parada de Sucessos”, “O Pão Francês”, “As Cores Brincantes” , “A Arquitetura de Ramos de Azevedo” , "Rosas Híbridas", "O Rei do Congo", "A Explosão da Vida" e o "Mago e Alquimista", atualmente temos um grande número de Foliões que são fiéis a nossa Ala, e que merecem todo o nosso respeito e agradecimento por nos prestigiarem com a sua presença.
Ela nasceu com dois diretores de ala Dr. Pedro Stelian e Dagmar, já contou com Cristina Klingspiegel, Renato Pillon e Luiz Guedes, também na diretoria. Hoje a ala está sob a coordenação e direção de Ricardo Paschoal, Roberto Lauer e Alexandre Abreu. E conta com o apoio do Fernando (Nova York), que muito nos ajuda nos preparativos para o Carnaval, fora a alegria que traz aos ensaios.
A todos vocês que nos ajudam e prestigiam meu MUITÍSSIMO OBRIGADO.

















